+1 indica: Lançamento do livro “Ópera Brasil de Embolada”, hoje!
26 agoUm querido amigo está lançando mais um livro hoje na Casa da Gávea. Vai ser um evento no mínimo prazeroso! Não percam! Abaixo, um pequeno trecho sobre o livro…
O “Ópera Brasil de Embolada” (lançamento 5a, dia 26, na Casa da Gávea) é a história de um sujeito chamado Brasil que conhece uma moça chamada Europa, se apaixona por ela e pra conquistá-la começa a contar tudo de bom que ele tem. O texto, do Rodrigo Bittencourt, é sensacional pra qualquer idade, e as ilustrações do Maurício Negro completaram o livro que nem feijão com arroz da melhor qualidade! (por Maria Rezende).
objetos exibicionistas
24 agoDando continuidade à leitura de Catherine M. deparo-me com a seguinte observação: a autora cita um comentário de Salvador Dalí sobre os mecanismos psicológicos correlacionados a uma hiperatenção a objetos que normalmente não chamam a atenção de uma maioria. Dalí publica uma foto onde duas mulheres estão entre um homem, todos ao lado de uma vitrine. Acontece que Dalí está preocupado com o “objeto exibicionista”, aquele carretel que salta aos olhos. Um carretel caído no meio da rua e que um observador comum não atentaria.
Dois mecanismos psicológicos estariam em ação: um seria tipicamente freudiano, a saber, que essa tendência a procurar por aquilo que se esconde nada mais seria que uma busca pelos órgãos sexuais, tão escondidos que estão. Atentar para uma colherzinha na casa de um amigo, quando este encontra-se distraído preparando o café da tarde, é adentrar sua intimidade. O outro mecanismo seria o de fugir à geometria euclidiana e sua pirâmide. Fugir às hierarquias, àquilo que é dominante. Dessa forma, o olhar busca a diferença, ou melhor, aquilo que é indiferente: longe da hierarquia de classes e da dialética da estética, de luz e sombra, por exemplo.
A ideia de pensar sobre mecanismos psíquicos por trás de uma observação detalhista mexeu com a minha curiosidade. A princípio algo que não tenderíamos a dar muito valor: “olhe para o casal, pois é isso que importa”. Descobrir que esse ato pode esconder algo é no mínimo interessante. Eu diria que o primeiro mecanismo é difícil de ser aceito por aqueles que não praticam a psicanálise. Neste caso, temos que partir do princípio que nossos atos (incluíndo aí os pensamentos) estão envoltos de fantasias inconscientes. O segundo mecanismo parece de mais fácil aceitação. Transgredir à norma é algo que conhecemos bem…Coisa de gente!





